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Salão de Detroit 2018
Fonte: Programa Auto+ SBT
Os Melhores carros de 2016
Numa sessão sobre carros de uma revista, assunto automotivo é o que não falta. O último papo do ano serviu para elaborar uma lista polêmica: os melhores modelos de 2015 testados por pessoas comuns, que rodaram muito em 2016. São opiniões pessoais que levam em conta as preferências e as experiências de cada um. Também tomamos cuidado para não citar apenas superesportivos e carros de luxo, afinal, o universo sobre rodas vai muito além deles. Confira:
- BMW M235i - Remédio anti-tédio: conversível, câmbio manual, 326 cavalos, 45,9 mkgf de torque e uma tarde de sol - eu poderia viver assim para sempre.
- Volvo XC90 - A carroceria sem emoções do novo XC90 esconde uma das melhores cabines da indústria. Não vi até agora melhor maneira de levar 7 pessoas com quase o mesmo luxo e conforto que se leva 5. Mas não é pelo luxo, que ela também tem. É pelo bom gosto, pela inteligência na interface entre carro e motorista, pela central multimídia que parece um iPad. E apesar de tanta tecnologia é descomplicado e fácil de usar. Sem dúvida, o melhor interior de 2015.

- VW Up! TSI - O projeto mais inteligente do mercado agora com um motor que combina desempenho e consumo na medida certa. Deixa muito carro maior no chinelo. O projeto, a dirigibilidade, até o barulhinho do 3 cilindros acelerando é o que faz o Up! estar sempre na minha lista de favoritos. Sem contar que é o único lançamento do ano que tem um custo próximo ao que a maioria dos brasileiros, como eu, se empolgaria para comprar.

- Nissan Leaf - Um ano com o Leaf não me deixou dúvidas: essa é a melhor maneira de dirigir na cidade. Ele é ágil, confortável e divertido. Está decidido: quando meu bolso deixar, eu terei um elétrico. Torci o nariz para o design, mas a convivência com ele me convenceu de que é o melhor carro urbano que já dirigi. Muito ágil, confortável e prático.
- Jaguar F-Type - Lindo como uma Ferrari, por uma fração do preço. E seu ronco é uma sinfonia para qualquer gearhead.

- AMG GT - O prazer de acelerar um superesportivo de 510 cv num circuito é inebriante. Brutal, impulsivo, mas temperamentalmente obediente. Tem design arrebatador e é perfeito na estrada. Um belo carro para quem, além de gostar de carros e tecnologia, aprecia o ato de dirigir.

- Honda NSX - O novo NSX é um daqueles carros que você nem precisa acelerar para saber que ele é um esportivo puro-sangue. Basta se acomodar ao volante para reconhecer suas virtudes.

- Ford Focus - O que era bom ficou melhor. O Focus foi reestilizado, ficou mais bonito e, reposicionado, ficou mais barato. Além disso, ganhou mais equipamentos e manteve os bons recursos que de já dispunha como o motor, o câmbio e a suspensão.

- Porsche Cayman GT4 - Um belo carro. É muito rápido e previsível. Sempre na mão e gostoso de dirigir, como todo Porsche.

- Renault Sandero R.S. - O RS proporciona muito prazer ao dirigir sem exigir um investimento alto. E ainda vai bem no dia-a-dia.

- Honda HR-V - Eis um representante de rara qualidade geral no disputado mundo dos SUVs compactos. Confortável, espaçoso e bonito. Para mim, é o melhor SUV da categoria e um dos melhores carros nacionais à venda no Brasil atualmente.

- Mercedes-Benz S 63 AMG Coupé - É tão exclusivo que se permite a uma carroceria cupê de mais de 5 metros, com duas portas. E ainda vai de 0 a 100 km/h em 4 s!Não é o AMG mais empolgante, mas certamente o mais luxuoso - e um dos mais bonitos. É elegante sem ser careta.

- Land Rover Range Rover SVR - Extremamente rápido, apesar do tamanho. Gostoso de guiar e super sonoro: ele poderia vir sem sistema de som. O ruído do motor soa como música.

- Citroën C4 Picasso - É um dos familiares mais completos do mercado: repleto de tecnologia, modular e prático. Oferece tudo o que uma família precisa em um automóvel.
- Jaguar XE - Desempenho empolgante, design dos mais belos da categoria e confortável a beça. Seria minha escolha se pudesse comprar um sedã de luxo de entrada.

- BMW M3 - O supra sumo do que um monte de lata, fios e borracha podem sintetizar. Seduz quem gosta de dirigir.
- VW Golf Variant - O Golf já era um sonho… agora na versão perua virou golden god.

Quem fez sucesso em 2017
Chevrolet Cruze - Chegou no final de 2016, a nova geração do Cruze não guarda nenhuma semelhança visual e mecânica com seu antecessor. O desenho do sedã ficou mais esportivo para acompanhar o novo conjunto de motor e câmbio. Com motor 1.4 turbo de 155 cv de potência e as transmissões manual e automática de seis velocidades. Diferentemente do modelo vendido nos EUA, porém, o Cruze brasileiro será flex.

Honda Civic - Buscando retomar a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil, que atualmente pertence ao Toyota Corolla, o Honda Civic chegou totalmente renovado ao país no segundo semestre de 2016. Com desenho esportivo e traseira que imita a caída de um cupê, o modelo já tem confirmado o motor 1.5 turbo de 174 cv de potência - que, inicialmente, consumirá apenas gasolina. O atual motor 2.0 deverá permanecer nas configurações mais baratas.

Toyota Hilux SW4 - Cada vez mais distante (visualmente) da picape, o SUV da Toyota foi lançado no primeiro semestre de 2016. Com desenho mais dinâmico e esportivo em relação à Hilux, o SW4 compartilha com ela o conjunto mecânico: O motor 2.8 turbodiesel de 177 cv de potência, assim como uma futura configuração flex.

Land Rover Evoque Conversível - A Land Rover confirmou que, logo após a já lançada reestilização do Evoque, a inusitada versão conversível do SUV no Brasil. Disponível apenas na versão de duas portas, o modelo tem teto retrátil de tecido que se recolhe em 18 segundos e em velocidades de até 30 km/h. O conjunto mecânico é o mesmo: motor 2.0 turbo de 240 cv e câmbio automático de nove marchas.

Volkswagen Golf nacional - Há quem considere uma regressão em relação aos modelos fabricados na Alemanha e no México que já foram vendidos por aqui. O fato é que o Golf nacional, que chegou em 2016 saído de São José dos Pinhais (PR), perdereu duas de suas principais características mecânicas: câmbio DSG e suspensão traseira multilink, entrando em cena o câmbio Tiptronic e a suspensão por eixo de torção. O modelo também passou a ser equipado com o motor 1.6 MSI.


Fiat Toro - Este foi, talvez, o lançamento mais esperado de 2016. A picape Toro chega ao mercado nos próximos meses com a mesma base mecânica do Jeep Renegade (mas com algumas exclusividades), como os motores 1.8 flex e 2.0 turbodiesel. Nas versões mais em conta, o modelo será capaz de levar aproximadamente 700 kg de carga útil, enquanto as mais caras, com tração 4x4, poderão levar 1 tonelada. A tampa traseira terá abertura elétrica em 90 graus e em duas partes

Nissan GT-R - Um dos superesportivos mais aclamados do mundo, o GT-R enfim teve sua vinda ao Brasil oficializada pela Nissan. O Godzilla, como é chamado, será vendido sob encomenda em uma única concessionária localizada em São Paulo.
Com motor V6 3.8 biturbo de 545 cv de potência, o cupê não deverá custar menos que R$ 800 mil - preço que ficará ainda maior na versão Nismo, que também virá ao país.

Kia Sportage - O Sportage foi o primeiro modelo da nova leva de lançamentos da Kia no Brasil em 2016. Os preços ficaram maiores do que os atuais naquele ano - de R$ 103.900 a R$117.900.

Nissan Kicks - Chegou e fez muito sucesso. O Brasil foi o primeiro país a receber o inédito Kicks, um utilitário esportivo global que chegou para brigar no concorrido segmento de SUVs compactos. Além da base, o Kicks compartilha com March e Versa o motor 1.6 flex de 111 cv de potência. O modelo estreou em agosto/16, antes da abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.

Fiat Mobi - A descontinuação do veterano Mille deixou a Fiat sem um legítimo modelo de entrada em sua linha. Logo após a picape Toro, o novo Mobi chegou ao mercado brasileiro por aproximados R$ 29 mil iniciais. Com dimensões reduzidas e soluções inéditas para o segmento, o Mobi é equipado com o mesmo motor 1.0 EVO do Uno de 75 cv. O esperado motor de três cilindros ficou para depois.
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Motos
Piloto turco atinge 400 km/h no painel da Kawasaki Ninja H2R
Kenan Sofuoglu é tetracampeão do Mundial de Supersport e acelerou em ponte sobre o Mar de Marmara, próxima a Istambul
Desde a apresentação da Kawasaki Ninja H2R no fim de 2014 como nova moto mais potente do mundo, com seus 326 cv possíveis graças à sobrealimentação por um inovador supercharger compacto, especula-se se seria possível quebrar a barreira dos 400 km/h. A esportiva de produção limitada (custa R$ 350 mil no Brasil) só pode ser usada em pistas fechadas porque não atende a restrições de níveis de poluição e ruído, que fazem a versão de rua H2 ser limitada a 210 cv. Com sua carenagem de fibra de carbono e inéditas asas dianteiras para mantê-la estável a velocidades antes impossíveis com uma motocicleta comprada em concessionária, a H2R original não passava de 360 km/h no painel.
Até que em abril deste ano a equipe japonesa de motovelocidade Trick Star derrubou a limitação de rotações do motor alongando a relação secundária, revisou o mapeamento eletrônico e removeu as asas que, segundo eles, limitavam a velocidade final da moto. Em um circuito oval os pilotos do time queriam alcançar os 400 km/h, mas só atingiram 385 km/h no painel – aferidos como 352 km/h reais pela telemetria.



No último dia 28 de junho foi a vez do tetracampeão mundial de supersport Kenan Sofuoglu, turco de 31 anos, realizar sua tentativa. Uma H2R foi novamente preparada (ainda não há detalhes sobre as modificações), embora mantivesse a aparência exterior de fábrica e as asas dianteiras. O local escolhido foi a ponte Osman Gazi, que liga duas extremidades de uma nova estrada sobre o Mar de Marmara, a 50 km da maior cidade turca, Istambul. Com apenas três faixas e cercado pela estrutura de cabos de aço, Sofuoglu acelerou a H2R durante 26 segundos para atravessar a estrutura de 2.682 metros de extensão com o pico de 400 km/h no painel da Kawasaki, o que pode ser estimado em quase 370 km/h reais considerando o mesmo percentual de erro aferido pelos japoneses da Trick Star. Além da preparação da H2R ainda desconhecida, dois fatores podem ter auxiliado o piloto turco em sua proeza: a maior pressão atmosférica ao nível do mar (estima-se que a potência de um motor seja reduzida em 1% a cada 100 metros de altitude) e a menor temperatura ao horário escolhido, no início da manhã, fatores que aumentam a quantidade de oxigênio aspirado pelo motor e otimizam a combustão.

Fonte: Revista Duas Rodas
Nova esportiva Honda CBR 250RR é revelada na Indonésia com motor de 2 cilindros
Para competir com Kawasaki e Yamaha, modelo foi lançado na Ásia com 250cc e terá versão de maior cilindrada para mercados ocidentais em 2017

Desde que lançou sua CBR 250R com motor monocilíndrico, vendida também no Brasil no início desta década, a concorrência mudou. Kawasaki e Yamaha investiram em modelos de 2 cilindros com potência ao redor de 40 cv, a KTM conseguiu extrair 44 cv do monocilíndrico da 390 Duke e a Honda se viu sem meios para disputar este mercado. Agora surge na Indonésia uma nova CBR 250RR com motor de 2 cilindros, que a partir de 2017 chegará aos mercados ocidentais numa variação com cilindrada aumentada.
As linhas seguem o estilo adotado na CBR 500R remodelada, com linhas mais retas e ângulos acentuados. Os faróis de LEDs são divididos para que a parte superior seja reservada aos filetes de LEDs, a carenagem deixa aparente parte do chassi em treliça e outro ponto de destaque certamente é a ponteira com saída dupla. Reforçam o caráter esportivo os discos de freio “recortados” ao estilo margarida, o garfo invertido dourado com tampas anodizadas azuis e o belo braço oscilante de alumínio.

No painel digital de fundo escuro o conta-giros é protagonista marcando até 16.000 rpm, além de mostrar-se completo com indicador de marcha, tempo de volta e modo de entrega de potência escolhido (três), o que só foi possível ao adotarem um acelerador eletrônico. Ainda não há dados sobre potência, torque e peso da moto para que possamos projetar a performance, mas a Honda promete que será o melhor de sua categoria.
O que já se sabe é que a unidade de 249,7cc, 2 cilindros com 4 válvulas cada, comando duplo e refrigeração líquida terá mais diâmetro e menos curso quando comparado ao da Yamaha R25, portanto seria mais “girador” e teria capacidade de produzir potência máxima superior. A reconfiguração de componentes também permitiu, ainda segundo a fabricante, que a unidade tenha largura total semelhante à de um propulsor de 1 cilindro.

